sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

E se?

Sempre tive o péssimo hábito, ou não, de elaborar teorias. Teorias, as quais, sempre vieram para me confortar ou colocar mais minhoca na minha cabeça. Eu cresci somente de tamanho, pois ainda faço as mesmas perguntas que todas as crianças fazem: E se?

E se eu fosse dormir mais cedo ao invés de dormir tarde, mesmo quando tenho que trabalhar no dia seguinte? E se eu conseguisse comer mais salada ao invés de tanta massa e carne vermelha? E se eu não fosse viciada em refrigerante?

E se eu parasse de trocar a noite pelo dia? E se eu gostasse mais de sol? E se eu gostasse de baladas e de ficar doidona? E se eu conseguisse correr?

E se eu parasse de ficar tanto tempo na internet? E se eu tirasse da minha cabeça alguns sonhos que são difíceis de serem alcançados? E se eu parasse de comprar tantos livros? E se eu parasse de assistir aos meus seriados? E se eu não fosse tão consumista?

E se eu parasse de dizer "eu quero"? E se eu já tivesse tirado minha carta de habilitação? E se eu não tivesse escolhido essa faculdade? E se eu tivesse ido fazer intercâmbio há 3 anos? E se eu tivesse ido no último show da banda que gosto? E se eu tivesse guardado dinheiro para viajar?

E se eu parasse de fazer tantas perguntas?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Carta de amigo

"Nem sei se você vai ler. Muito lindo seus textos! E vocês não se separaram. Por mais que seja difícil entender porque certas coisas acontecem... Sabe aquela frase de quem a gente ama nunca nos abandona? É a pura verdade. Ora e medita. São as formas que existem de conversar e nos confortar com a ausência daqueles que partiram cedo. Sabe a história da viagem? É isso, ela não se foi. Ela está em outro plano. Ela voltou para um lugar que cedo ou tarde vamos todos nós. E dai, amiga, você vai perceber que nada mudou. Reza, pensa em coisas felizes, jogue vibrações positivas. Laços como esses jamais deixam de existir. Ela tá lá em cima, olhando por você, rezando e agora, te acompanhando mais de perto do que nunca.

É triste, a passagem é sempre dolorida para os que ficam, mas sempre que a tristeza invadir seus pensamentos, ora e vibra por ela. Ela, com certeza, tá vibrando por você. Ufa... você sabe que quando quiser conversar, chorar e rir, eu tô aqui.

amo você, minha flor
beijos"
 
- Carolina Gutierrez
 
(É por essas e outras que eu sigo em frente. Por ter vocês ao meu lado a cada momento.)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Filosofando #2

So if your life flashed before what would you wish you would've done? We gotta tell 'em that we love 'em while we got the chance to say.



                                  - Kris Allen

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quando pequena

Quando pequena costumava ouvir os mesmos cds todos os dias, não que eu tenha parado de fazer isso. Quando pequena queria crescer, mas quando cheguei aos 7 anos queria voltar no tempo. Sempre tive essa vontade, não sei o motivo ao certo.

Quando pequena achava que o algodão doce era feito de nuvem e que pra ficar colorido, era só colocar tinta. E essa tinta, era a que eu usava na escola nas aulas de pintura à dedo. Quando pequena achava que eu poderia ir trabalhar somente nos dias em que eu tinha vontade e nos dias que eu não queria enfrentar a rotina, simplesmente ficava em casa.

Quando pequena conseguia ficar o dia todo brincando com uma boneca que já me satisfazia. Quando pequena acreditava que se eu apontasse pras estrelas, uma verruga ia nascer no meu nariz e quando apontei, passei uma noite inteira chorando.

Quando pequena insistia em cozinhar bolos e abria o forno de 2 em 2 minutos pra ver se já estava pronto. Resultado disso: ficavam sempre solados.

Quando pequena achava que meus pais ouviam meus pensamentos. Quando pequena ficava ansiosa para comprar o material escolar. Quando pequena pintava as unhas com errorex e meus cabelos, com papel crepom.

Quando pequena tinha o hábito de colocar prendedores de roupa nos meus dedos e rodava sem parar só para ver tudo em minha volta rodando. Quando pequena falava que tic tac era remédio e tinha uma vontade louca delevar pra casa todos os cachorros que via pela rua e ainda tenho.

Quando pequena o sabor da perda e da ausência não eram tão amargos. Quando pequena era mais fácil fechar os olhos e pensar em outras coisas e quando abria, tudo estava mais confortável.

Quando pequena era mais fácil. Tudo era mais fácil.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Antes tarde do que nunca

Antes que pensem que eu sou uma ingrata por ter reclamado de 2010, eu venho aqui agradecer por todas as coisas boas que me aconteceram nesse ano assombroso.


O início de 2010, pelo menos pra mim foi maravilhoso. Tranquilidade na faculdade, no relacionamento, na vida, na felicidade. Tenho que agradecer pelas conquistas alcançadas, pelos sorrisos e risadas que meus amigos provocaram em mim, pelos abraços cheios de carinho do meu namorado e pelo apoio da minha família.
Tenho que agradecer pelas noites de pizza e cinema, pelas andanças sem rumo, pelas fofocas que rolaram soltas durante as aulas chatas e pelos bilhetinhos engraçados que foram trocados.
Tenho que agradecer pelos telefonemas dos meus amigos para saber como eu estava, pelas palavras de conforto, pelo sorriso e pelos abraços quando eu mais precisava.
Tenho que agradecer a uma das pessoas mais importantes atualmente na minha vida, que me aguenta, atura minha TPM, minhas mudanças inconstantes de humor e minhas manias. Aquele que eu sei que me ama e que faz de tudo que pode pra me ver feliz. (Eu te amo, amor)
Tenho que agradecer ao meu pai, por ser o melhor do mundo. Por fazer todas as loucuras que eu quero, por me dar presentes em datas que ele mesmo inventa só para poder me presentear com algo e por ele ser meu melhor amigo.
Tenho que agradecer às minhas tias por estarem do meu lado a todo momento, por me levarem a todo lugar sem reclamar e por aguentarem meus dias de stress, que dura uns 363 dias.
Tenho que agradecer à minha avó, por fazer as comidas mais gostosas, por ter uma paciência imensa e por me mimar tanto que eu sei que eu fico mal acostumada.
Tenho que agradecer por eu ter tomado decisões certas quando eu estava confusa, se não, com certeza, hoje eu iria me arrepender. 
Tenho que agradecer pela sabedoria, saúde e felicidade.
É, eu também sei agradecer e reconhecer o que aconteceu de bom. Uma coisa tem me intrigado há um tempo. Os momentos de felicidade pelos quais o ser humano vive são muito maiores dos que os de infelicidade e ainda assim, nós só guardamos os momentos tristes e as imagens dolorosas. 
Em 2001 trabalharei meu interior pra que eu só guarde as coisas boas e que as ruins, o vento faça o favor de carregar pra bem longe de mim.
E à vocês, meus amigos, minha família, meu namorado...obrigada por tudo. Eu amo vocês!


"Dura na mente fica marcado pra sempre". 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

That i care and i miss u

Poder te ver quando eu acordava era um presente, mas quando isso acabou eu me acostumei. Tive que me acostumar afinal, você não tinha ido pra muito longe. No fundo, eu achava que essa distância não era real, que eu iria acordar e de repente, descobrir que você estava sentada na sala assistindo televisão.


Saber que você sentia a mesma coisa que eu era simplesmente tranquilizador. Era um sonho utópico. Você sempre fez comigo algo que eu não conseguia explicar. Eu nutria mágoa, mas ao mesmo tempo, um amor incondicional. 


Eu vejo sua foto, lembro do seu cheiro, da sua voz e do sorriso ao me ver entrar pela porta do seu serviço. Lembro do cheiro de cigarro misturado com o Gabriela Sabatini, que era sua marca registrada. 


Você partiu há 1 mês e 4 dias e eu já estou despedaçada. Eu sei que irei ver você de novo mais cedo ou mais tarde, mas eu preciso que você saiba que eu me importo. Sempre me importei.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

E assim você se foi

8 de dezembro. O pior dia da minha vida, até agora. Estava cobrindo um evento fora do meu local de serviço e quando volto vejo minhas tias sentadas conversando com a minha chefe. Eu, na minha inocência, pensei que elas estavam lá para entregar meu atestado, já que uns dias atrás eu havia faltado pra fazer exame. De repente, vi uma delas chorando e imaginei que tivesse acontecido alguma coisa com meu pai, com a minha avó, mas nunca com a minha mãe.
Ela era jovem, bonita, saudável. Sofri demais com a separação dos meus pais, mas depois de 3 anos eu já me acostumara a viver com a ausência dela em casa. Ela tinha um sorriso lindo, tinha mania de limpeza e adorava me presentear com itens de maquiagem. Brigava comigo toda vez que chegava do serviço e via meus sapatos jogados pela casa ou minhas roupas amarrotadas no guarda-roupa.
Eu ficava dias sem vê-la, mas eu sabia que era só eu ligar pra ela que em seguida eu ia ouvir a frase: ”Oi meu amor, tudo bem”. Agora, o que resta é apenas a lembrança. Lembrança de cada dia de passeio na praia, de como ela me ensinou a passar o rímel e eu, mesmo parecendo um panda, me elogiava e dizia que eu estava linda. Linda aos olhos da mãe.
Eu ainda estou no meu momento de negação. Não acredito que isso aconteceu. Estou esperando que meu celular toque e apareça ‘Mami’ escrito e que assim que eu atender eu vou ouvir a voz dela do outro lado perguntando quando eu vou visitá-la. Eu vou te visitar, mãe. Agora e sempre, só que de uma maneira diferente.
Sentirei falta de cada bronca, cada sorriso, cada abraço, cada palavra de conforto, do seu macarrão com molho branco e de quando eu pegava seus guarda-chuvas e sumia com cada um deles. Sentirei falta da minha mãe.
Hoje ainda é muito cedo, mas eu sinto e me forço a pensar que ela está viajando e que vai voltar, mas no fundo eu sei que não.

Eu te amo, mãe. Eu sempre amarei.